A marquise do Parque Ibirapuera é um espaço coberto, aberto, ativo, e certamente a liberdade de ocupação que ela patrocina é consequência de sua não ocupação por arquitetura. Há algumas exceções, e a maior delas é o  MAM.

O MAM é o elemento que em princípio retiraria algo da força da sua liberdade de uso; ele é um “cheio” num continuum coberto cuja força está precisamente na fluidez de seus vazios. Para nós é claro que o prédio do museu não é  exatamente um cancro no Parque – ele pode ser visto como mais um ativador da marquise, ou como um mal uso sob a marquise que só corrobora aquela liberdade de usos. Isso então poderia nos servir como ponto de partida para alguma intervenção: a situação tensa e dúbia do museu pode ser entendida como um certo indicador de um outro mal uso da marquise, que então recuperaria e multiplicaria aquele vazio perdido ocupado pelo MAM.

Acreditamos que a indeterminação e os usos da marquise podem ser potencializados, e com poucos recursos. Por meio de uma escada tubular modular, seu gigantesco terraço seria ocupado em uma ocasião específica, e assim novas vistas do Parque, novos espaços públicos e uma nova percepção da própria marquise seriam possibilitados.

Uma “praça latente” seria descoberta.