Vazio S/A
Sofá Pop 10
20/11/2017

Sofá Pop 10 = malha Pop 10×10 cm + réguas de jequitibá 20mm.
Ver  também: Móveis Vazio S/A e Poltrona Pop 10
Fotos: Daniel Mansur/Estúdio Pixel

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Vazio proibido
10/11/2017

Ben Katchor, cartunista da revista americana Metropolis, sempre escreve estórias bizarras sobre design, arquitetura e comportamento. Numa edição de 2009, Marlon, um menino marcado por memórias da infância, cresce com um estranho desejo de possuir em casa um cômodo absolutamente impenetrável. Aos cinquenta anos, rico e psicótico, Marlon compra um apartamento com um salão que, apesar de mobiliado, jamais seria usado…

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O breve texto abaixo foi escrito originalmente para “O Chão que Eu Piso”, uma inspiradora página do Instagram que virou livro das jornalistas Raíssa Pena e Paola Carvalho.

Praça Palimpsesto
Carlos M Teixeira

“Pisos de casas antigas me lembram uma peça de teatro encenada num lote vago há muitos e muitos anos, em 2001. Na verdade não era um lote: uma casa na Rua Sergipe, em Belo Horizonte, tinha sido demolida há poucos dias, e então um grupo de atores aproveitou esse breve período, quando a casa se transformara em lote, pra apresentar um espetáculo noturno em meio aos palimpsestos de paredes e pisos da casa demolida.

Dirigida pela atriz e produtora Andrea Caruso, foi uma peça de uma única apresentação montada numa ocasião muito efêmera: dias depois, os palimpsestos seriam destruídos por uma retroescavadeira que levou as últimas memórias da casa. E infelizmente, mais dias depois, os inevitáveis tapumes de canteiro de obras fariam com que aquele espaço, que foi público por poucos dias, voltasse a ser um terreno privado como outro qualquer.

O cenário do espetáculo era essa praça inusitada feita de restos de muros e azulejos, de tacos em zig-zag e ladrilhos hidráulicos, de escadas e lajes estampadas no muro do vizinho, de árvores apertadas num quintal imaginário. Era melancólico e onírico, mas também apontava para uma discussão futura que só hoje pode ser vista como uma demanda de todos que moram nas capitais do Brasil: mais e melhores espaços públicos, a conversão de áreas privadas em praças, a necessidade de um melhor diálogo entre a esfera pública e a privada.

Essa ‘Praça Palimpsesto’ com certeza seria melhor para a cidade do que o prédio que hoje está na Rua Sergipe, assim como ela também seria melhor que a casa que foi demolida.”

  

Os objetos do playground que propusemos para uma creche que abriga mais de mil crianças em Ribeirão das Neves (MG) têm suas formas imaginadas como a tradução dos movimentos e das brincadeiras que eles patrocinam: rampas, redes, escadas e escaladas aqui são um ponto de partida para imaginarmos outras formas de escorregar, trepar, esconder, balançar, descer, subir. Eles são uma alternativa economicamente viável frente às peças tradicionais e pretendem ser mais duráveis e mais instigantes que os produtos do mercado.

Em vista da enorme quantidade de crianças da creche, o projeto aposta numa linguagem de grandes peças de concreto colorido. Robustas o suficiente para suportar o intenso uso a que estarão sujeitas, elas são a um só tempo lúdicas e funcionais, poéticas e racionais, esculturais e construtivas. Um playground infraestrutural.

+info: 1000 Meninos

De todas as cidades do mundo, provavelmente Shenzhen (China) é a que mais cresceu nos últimos trinta anos: vizinha a Hong Kong, o que era uma vila de 30.000 habitantes em 1980 é hoje uma conurbação de 17  milhões. Nesse avassalador processo de urbanização, pouca coisa de sua história foi poupada, e é por isso que o bairro informal de Nantou foi eleito como o principal local da próxima UABB, ou Bi-City Biennale de Shenzhen / Hong Kong.

Com curadoria do crítico de arte Hou Hanrou, a Bienal tem o título de “Cities, Grow in Difference” e tem como co-curadores os arquitetos da Urbanus, Meng Yan e Liu Xiaodu.

Nantou é um enclave orgânico com centenas de prédios “ilegais” de 10 ou 15 andares. A partir de um convite dos curadores, Vazio S/A propôs uma intervenção nesse bairro, ou mais precisamente um playground num prédio abandonado sito no hiper denso Centro de Nantou – ver quadrado vermelho na foto abaixo.

O fotógrafo Joachim Schmid tem um ensaio fotográfico sobre campos de futebol no Brasil (O Campo, 2010) que mostra que, dependendo das contingências encontradas, nem sempre o futebol precisa ser praticado num retângulo. Mais do que uma revelação de que esse esporte pode se acomodar a topografia e a limites não ortogonais, as fotos mostram um fantástico contraste vazio/sólido em meio a um tecido urbano denso e irregular – certamente uma favela. E traduzem a ideia de que, mesmo num bairro informal onde grande é a pressão por novas ocupações, e mesmo que os prédios vizinhos tenham que se debruçar ombro a ombro, equilibrando-se para manter livre a geometria orgânica desse Campo –; mesmo assim, esse vazio insólito e inaudito vai sempre permanecer desocupado por causa da sua óbvia importância para todos aqueles que o usam.

Foto publicada originalmente em Pise a Grama nº 3.
Ver também Joachim Schmid.

Novo Morar
21/09/2017

NovoMorar é uma plataforma que tem como objetivo oferecer alternativas para o modo como as pessoas se relacionam com suas moradias e com a cidade. Iniciativa do escritório de arquitetura Vazio S/A e da Total Engenharia, os projetos NovoMorar evitam a mesmice dos projetos imobiliários atuais por meio de prédios (e apartamentos) que priorizam o bem-estar de seus moradores, a sustentabilidade e a economia inteligente.

Saiba mais em Novomorar.com.br

Edifício BsAs
08/09/2017

Edifício Buenos Aires é o novo prédio do Vazio S/A!
Ele tem nove apartamentos de 1Q e 2Q, todos nove com terraços.
Mais informações no site www.novomorar.com.br

Em um revelador ensaio sobre o futuro do carro, o jornalista Henry Grabar declara que “Large numbers of streets could be decommissioned and reused as promenades, parks, and sites for housing. Most downtown parking could also become obsolete. The average car is parked 95 percent of the time, and parking spots are required, at great cost, in housing, retail, and office construction.”

“(…) The Rocky Mountain Institute, a sustainability think tank in Boulder, Colorado, argues that Automated Vehicles will quickly challenge the private ownership model. In a report released in September, RMI calculates that self-driving cars will make automated taxi service in cities as cheap, per mile, as personal vehicle ownership. Jon Walker, a manager at RMI and co-author of the report, anticipates that autonomous vehicles’ superior use of road space—optimal acceleration and spacing, for example—will unleash a wave of urban transformation. Even if the number of cars on the road doubled, he argues, traffic would still move faster.”

in How will self-driving cars change cities?, Slate Daily Magazine, 25/10/2016

Continuando estes argumentos, o estacionamento privado também vai mudar. Possivelmente menos pessoas terão carro em um futuro próximo e, portanto, as vagas de garagem precisarão ser espaços flexíveis e adaptáveis à cidade de carros compartilhados e/ou sem motorista.

Em nosso último projeto, o Edifício BsAs, projetamos um nível de estacionamento permeável, aberto e totalmente transparente em relação à calçada. A garagem se torna um jardim, um hall, um olho urbano.

De qualquer maneira – e independentemente de qualquer exercício de futurologia -, uma garagem verde certamente é melhor que uma garagem cinza.

+info: NovoMorar.com.br

“Arquitetura para não arquitetos” é um seminário organizado pela plataforma de coworking Guaja.
De 23 de agosto a 15 de setembro, sempre às 19h30.
Hoje: mesa redonda com Fernando Maculan, Facundo Guerra, Ana Paula Baltazar e Carlos Teixeira (Vazio S/A).
Todos estão convidados!

Pode o palco de um teatro – um espaço sempre plano e aberto – ser compartimentado e  verticalizado? Spiral Booths é uma caixa de escada espiral por onde é possível chegar em seis micro-palcos dispostos em distintos patamares dessa escada. Montada numa galeria do Victoria & Albert Museum, a instalação foi a resposta do Vazio S/A a um desafio posto pelo curador do museu, Abraham Thomas: abrigar peças de teatro para até seis atores e patrocinar uma arquitetura capaz de propor outras maneiras de relacionar palco e plateia, atores e público.

+ info: Cabines Espirais

+ info: 100% Minas

A mostra 100% Minas já foi inaugurada no casarão da antiga RFFSA e permanece em cartaz até dia 17 de setembro. Com foco na mais recente produção de designers sediados em Minas Gerais, 100% Minas teve curadoria de Monica Boscarino. O evento acontece num antigo casarão onde funcionou a matriz da extinta Rede Ferroviária Federal S/A na Rua Sapucaí, região central marcada pela forte efervescência urbana, política e gastronômica de Belo Horizonte e que se tornou uma espécie de corredor cultural estabelecido de forma totalmente espontânea.

Mostra 100% Minas – Casa Cor 2017, até 17 de setembro
Rua Sapucaí 383, Floresta, Belo Horizonte

Expografia: Vazio S/A
Curadoria: Mônica Boscarino
Projeto Luminotécnico: Atiaia Design

100% Minas é uma exposição que busca apresentar a novíssima produção dos designers de móveis sediados em Minas Gerais. Projeto do Vazio S/A, a expografia da mostra busca referências em elementos comuns nas obras de construção civil: escoras e telas fachadeiras. Apesar de fazerem parte do processo de construção de qualquer edificação, tais componentes nunca permanecem e raramente são considerados elementos da arquitetura final.

As escoras de pinus servem para delimitar, ainda que sutilmente, a compartimentação e circulação pela sala. Dispostas em malha de 2×2 metros, elas sugerem possibilidades de circulação, estruturam o arranjo dos objetos e ao mesmo tempo exaltam os barrotes do teto, nos quais as escoras estão fixadas. Unindo as escoras como num labirinto translúcido, os planos formados pelas telas  definem as muitas ambiências da sala.

Mostra 100% Minas – Casa Cor 2017
Expografia: Vazio S/A
Curadoria: Mônica Boscarino
Projeto Luminotécnico: Atiaia Design

Poltrona Pop 10
17/07/2017

Poltrona Pop 10 = malha Pop 10×10 cm + compensado curvo 20mm. A poltrona é parte da 100% Minas, mostra de design de móveis paralela à Casa Cor 2017 que acontece a partir de 12 de agosto no casarão da RFFSA, em Belo Horizonte.
Ver também: Móveis Vazio S/A

“(…) Depois de indecisões e tentativas por outros caminhos, as caixas foram finalmente incorporadas na coreografia, compondo uma cenografia cambiante que era alterada pelos próprios bailarinos. Destruídas e jogadas para os lados, elas funcionaram como objetos móveis que mudavam a paisagem do teatro ao longo da peça. Também servindo como outros definidores de micro-espaços para o movimento dos bailarinos, o cenário começava quase como que uma cidade feita de cubos dispostos em uma matriz ortogonal. Pouco a pouco, eles eram demolidos por mergulhos rasantes e depois retirados até que o palco ficasse completamente vazio.”
In Carlos M Teixeira, Entre, Instituto Cidades Criativas/ICC; 2009; 380p.

Mais info: Transtorna