Vazio S/A

É amanhã! Palestra de abertura da Daila no simpósio internacional “O Espaço Urbano e suas [Re]Significações” no CAU-Uniube, em Uberaba.

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Estamos felizes com o resultado do Prêmio Tomie Ohtake/Akzo Nobel! A exposição com os projetos finalistas foi inaugurada semana passada e permanece até dia 23 de setembro no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Nossa Casa no Cerrado ficou em 3º lugar! Dentre os outros premiados, e que muito honram a nossa colocação, estão Hector Viglecca e Paulo M da Rocha/MMBB.
Aqui vão algumas imagens da exposição.

Fotos: Ricardo Miyada

Há no Porto um mundo inexplorado e expectante: os chamados jardins secretos no interior dos seus quarteirões. Marca obscura da malha urbana desta cidade, tais vazios urbanos são ainda mais surpreendentes dada a localização de vários deles em pleno centro, principalmente nos bairros históricos de Santo Ildefonso e Cedofeita. Ou seja, o Porto tem espaços recônditos e ignorados nas regiões onde mais há infraestrutura urbana e em quarteirões que possuem valores culturais, ambientais e arquitetônicos totalmente desconhecidos mesmo pelos portuenses.
Levantar, explorar e catalogar o estado atual desses miolos de quadra é uma proposta que foi apresentada pelo Vazio S/A para a Prefeitura do Porto em parceria com os arquitetos Pedro Barata de Castro e Pedro Silva (Anarchlab, Porto). A foto acima foi feita durante um show da trompetista Susana Santos Silva num desses vazios, como parte do festival de jazz Porta Jazz.

A prefeita de Paris convocou, em 2017, o concurso internacional Reinventer Paris, no qual arquitetos e incorporadoras foram incitados a propor soluções para infraestruturas pouco visíveis, como baixos de viadutos, estacionamentos subterrâneos subutilizados, reservatórios e estações de metrô desativadas. As possibilidades latentes dessas infraestruturas serão reveladas para propor novos equipamentos públicos a serem instalados nos 34 vazios urbanos que compõem o concurso.

É um proposta sintonizada com a abordagem que o Vazio S/A vem pesquisando desde 2001: ativações urbanas que partem de uma existência, de um objeto encontrado que possa ter sua condição alavancada por meio de intervenções que necessariamente aceitem aquela condição.

Formadas por consórcios de escritórios de arquitetura com construtoras, as equipes vencedoras de Reinventer Paris serão anunciadas em breve.

 

As imagens abaixo são dois exemplos do que pode ser feito com os vazios urbanos. A primeira é um mosaico de fotos de vários viadutos ao longo da Via Expressa Leste Oeste em Belo Horizonte e foi feito durante nossa pesquisa Baixios de Viadutos, realizada há muitos anos em parceria com o Escritório de Integração da PUC-MG e com patrocínio do Ministério das Cidades.

A segunda é uma foto atual do Viaduto das Artes, um surpreendente espaço cultural multidisciplinar localizado no Barreiro, também em Belo Horizonte. Instalado sob um viaduto na Av. Olinto Meireles, é um centro cultural onde está em cartaz a exposição Recorte, que apresenta gravuras dos artistas Frans Krajcberg, Lotus Lobo e Fayga Ostrower, entre outros.
A exposição fica em cartaz até dia 17 de agosto.
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A Casa no Cerrado é um dos finalistas do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel!

“A relação urbana e o comprometimento com o sítio de implantação e a sustentabilidade, bem como a inventividade projetual e construtiva são os critérios fundamentais que norteiam o Prêmio.”

Uma exposição com os 13 projetos finalistas será inaugurada em setembro no Centro Cultural Tomie Ohtake, em São Paulo. Os outro finalistas são Bloco Arquitetos, Paulo Mendes da Rocha e Brasil Arquitetura, entre outros.

Cidades na Cidade
07/06/2018

O portal Vitruvius e a plataforma Guaja acabam de publicar o texto “Cidades na Cidade”, no qual apresentamos uma crítica da Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen, e a nossa participação com o projeto Nantou Playground. Uma versão em inglês foi publicada no website e-architect.

Olá pessoal,
Temos o prazer de convidar a todos para “Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas”, que começou no Sesc Palladium na semana passada, e da qual estamos participando depois do generoso convite dos curadores, Maurício Meirelles e Marconi Drummond. A exposição é sobre um olhar contemporâneo da história urbana e literária de Belo Horizonte. Baseada na ideia de “mapas literários”, Cartografia… “investiga as relações entre cidade concreta e cidade imaginária, num jogo de significados que envolve afirmações e ausências, contaminações e recusas. Explorando interseções entre a literatura e outras linguagens artísticas, seu objetivo é mostrar como, paralelamente ao espaço urbano e às formas objetivas de representá-lo, uma outra cidade, feita de palavras e imagens, vem sendo construída pela imaginação de seus narradores.”

E fica em cartaz até 8 de julho.
Ver também Sub-Arrudas, nosso projeto em cartaz na exposição.
Apareçam!

Tumor Benigno
05/02/2018

Publicado originalmente no livro História do Vazio em Belo Horizonte (Carlos M. Teixeira, Cosac Naify, 1999), o texto abaixo descreve um crescimento urbano inverso, onde tudo o que um dia foi destruído seria recuperado e incorporado pela cidade com a mesma voracidade da destruição de outrora.

Edição e animação: Alexandre Campos (sobre fotos de Belo Horizonte e São Paulo)

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Tumor Benigno
“Se a história de Belo Horizonte é um filme, este pode ser resumido a uma transformação dos vazios de uma cidade jovem em cheios de uma cidade saturada. Esse projeto é a imagem desse filme vista em câmara rápida, mas em sentido inverso (como a imagem que se tem com a tecla rewind dos VCR): é um retrocesso na história que, paradoxalmente, aponta para os melhores futuros da cidade. Recapitulemos toda a história de BH em poucos minutos, para que o absurdo da ocupação dos vazios fique mais claro. Se o “progresso” desta cidade está identificado com a paulatina ocupação de seus lotes, parques e áreas verdes, um retrocesso significa desocupar os cheios e re-instaurar os vazios e o natural. Desafogar o Centro, adensar e interligar a periferia eficientemente, imaginar projetos tão delirantes como o foi a densificação de Belo Horizonte. Voltar às origens da cidade. Imaginar, mais uma vez, a liberdade e a força dos vazios. Agora, a zona urbana passará a ser um grande Parque Municipal, num gesto de “vingança do urbanismo”. Como um enorme Central Park – que é ao mesmo tempo negação e exaltação da cidade -, a zona urbana passará a ser a natureza de que dispomos: a natureza das coisas que escaparam ao artificialismo da arquitetura. A vingança: metástase inversa daquela que caracterizou o crescimento da cidade.

“Um tumor benigno. Uma mancha de vazios contaminando os cheios. Um retrocesso: volta ao início da história como forma de enxergar um futuro mais saudável.”

Nantou Playground
30/01/2018

Estamos muito orgulhosos em apresentar nossa proposta para a Bi-City Bienal de Shenzhen / Hong Kong: um playground que inaugura um uso público para um edifício abandonado em Nantou, bairro informal em Shenzhen, na China.

Como tentar misturar água e óleo, o desafio do projeto reside em manter alguma coisa da rugosidade e das texturas agressivas de uma estrutura abandonada de concreto com a atmosfera mágica e festiva de um parque infantil. Além de propor um uso público para um edifício privado, estes novos escorregadores  permitirão que as crianças brinquem no centro de Nantou, um bairro que, pesar de denso e hiper-populoso, não tem qualquer equipamento infantil.

Com agradecimentos especiais a Meng Yan, Liu Xiaodu e Hou Hanru, curadores da Bienal.

+ info: Nantou Playground

Em Direto
25/01/2018

Exumamos aqui algumas fotos da exposição Em Directo (ao vivo), onde apresentamos a proposta Enxertos Arquitetônicos e seus troncos progressivamente embolorados. Com curadoria de Paulo Miyada, a mostra circulou pelos SESCs de São Paulo em 2011 e 2012.

+ info aqui 

 

O catálogo do Prêmio Rogelio Salmona acaba de ser publicado pela Fundación R. Salmona, de Bogotá, e inclui nosso parque H3o  — um dos 20 projetos latino-americanos selecionados para participar. Para se candidatar, o prédio deve ter potencial para melhorar o espaço público da cidade, ter sido construído há mais de cinco anos e demonstrar que ”vingou” – ou que tenha disparado mudanças estruturais duradouras. Deixamos aqui um obrigado especial a Ruth Verde Zein e a todos em Bogotá que organizaram essa importante discussão sobre a arquitetura urbana na América Latina.

+info: H3o

Mark Magazine
05/01/2018

A prestigiada revista holandesa Mark publicou uma entrevista com Carlos na edição no. 70; confira no site da revista.
Fotos: Gabriel Castro. Texto: Ana Martins.

Estamos muuuito orgulhosos por saber do prêmio Pierre Vago do Comitê Internacional de Críticos de Arquitetura concedido ao livro “Arquitetura e Natureza”, de Abilio Guerra., em evento realizado na Coreia do Sul. Junto com “Espaço de Risco” (Otavio Leonidio) e “Ode ao Vazio” (Carlos Teixeira), o livro integra os três primeiros lançamentos da recém inaugurada editora Nhamerica Platform, em parceria com a Romano Guerra Editora.
O júri internacional da premiação foi formado pelo presidente Joseph Rykwert (Estados Unidos / Inglaterra) e pelos membros Manuel Cuadra (Alemanha), Sengul Oymen Gur (Turquia), Xiangning Li (China) e Louise Noelle (México). A premiação faz parte dos eventos do Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos UIA 2017, realizado em Seul.
Mais informações:
Comité International des Critiques d’Architecture – CICA
Portal Vitruvius

Sofá Pop 10
20/11/2017

Sofá Pop 10 = malha Pop 10×10 cm + réguas de jequitibá 20mm.
Ver  também: Móveis Vazio S/A e Poltrona Pop 10
Fotos: Daniel Mansur/Estúdio Pixel

Vazio proibido
10/11/2017

Ben Katchor, cartunista da revista americana Metropolis, sempre escreve estórias bizarras sobre design, arquitetura e comportamento. Numa edição de 2009, Marlon, um menino marcado por memórias da infância, cresce com um estranho desejo de possuir em casa um cômodo absolutamente impenetrável. Aos cinquenta anos, rico e psicótico, Marlon compra um apartamento com um salão que, apesar de mobiliado, jamais seria usado…

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O breve texto abaixo foi escrito originalmente para “O Chão que Eu Piso”, uma inspiradora página do Instagram que virou livro das jornalistas Raíssa Pena e Paola Carvalho.

Praça Palimpsesto
Carlos M Teixeira

“Pisos de casas antigas me lembram uma peça de teatro encenada num lote vago há muitos e muitos anos, em 2001. Na verdade não era um lote: uma casa na Rua Sergipe, em Belo Horizonte, tinha sido demolida há poucos dias, e então um grupo de atores aproveitou esse breve período, quando a casa se transformara em lote, pra apresentar um espetáculo noturno em meio aos palimpsestos de paredes e pisos da casa demolida.

Dirigida pela atriz e produtora Andrea Caruso, foi uma peça de uma única apresentação montada numa ocasião muito efêmera: dias depois, os palimpsestos seriam destruídos por uma retroescavadeira que levou as últimas memórias da casa. E infelizmente, mais dias depois, os inevitáveis tapumes de canteiro de obras fariam com que aquele espaço, que foi público por poucos dias, voltasse a ser um terreno privado como outro qualquer.

O cenário do espetáculo era essa praça inusitada feita de restos de muros e azulejos, de tacos em zig-zag e ladrilhos hidráulicos, de escadas e lajes estampadas no muro do vizinho, de árvores apertadas num quintal imaginário. Era melancólico e onírico, mas também apontava para uma discussão futura que só hoje pode ser vista como uma demanda de todos que moram nas capitais do Brasil: mais e melhores espaços públicos, a conversão de áreas privadas em praças, a necessidade de um melhor diálogo entre a esfera pública e a privada.

Essa ‘Praça Palimpsesto’ com certeza seria melhor para a cidade do que o prédio que hoje está na Rua Sergipe, assim como ela também seria melhor que a casa que foi demolida.”