Vazio S/A

Pode o palco de um teatro – um espaço sempre plano e aberto – ser fragmentado e  verticalizado? Spiral Booths é uma caixa de escada espiral por onde é possível chegar em seis micro-palcos dispostos em distintos patamares da escada. Instalados numa galeria do Victoria & Albert Museum, a escada responde a um desafio imposto pelo museu: abrigar peças de teatro para até seis atores e patrocinar uma arquitetura capaz de propor outras maneiras de relacionar palco e plateia, atores e público.

+ info: Cabines Espirais

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100% Minas é uma exposição que busca apresentar a novíssima produção dos designers de móveis sediados em Minas Gerais. Projeto do Vazio S/A, a expografia da mostra busca referências em elementos comuns nas obras de construção civil: escoras e telas fachadeiras. Apesar de fazerem parte do processo de construção de qualquer edificação, tais componentes nunca permanecem e raramente são considerados elementos da arquitetura final.

As escoras de pinus servem para delimitar, ainda que sutilmente, a compartimentação e circulação pela sala. Dispostas em malha de 2×2 metros, elas sugerem possibilidades de circulação, estruturam o arranjo dos objetos e ao mesmo tempo exaltam os barrotes do teto, nos quais as escoras estão fixadas. Unindo as escoras como num labirinto translúcido, os planos formados pelas telas  definem as muitas ambiências da sala.

Mostra 100% Minas – Casa Cor 2017
Expografia: Vazio S/A
Curadoria: Mônica Boscarino
Projeto Luminotécnico: Atiaia Design

Poltrona Pop 10
17/07/2017

Poltrona Pop 10 = malha Pop 10×10 cm + compensado curvo 20mm. A poltrona é parte da 100% Minas, mostra de design de móveis paralela à Casa Cor 2017 que acontece a partir de 12 de agosto no casarão da RFFSA, em Belo Horizonte.
Ver também: Móveis Vazio S/A

“(…) Depois de indecisões e tentativas por outros caminhos, as caixas foram finalmente incorporadas na coreografia, compondo uma cenografia cambiante que era alterada pelos próprios bailarinos. Destruídas e jogadas para os lados, elas funcionaram como objetos móveis que mudavam a paisagem do teatro ao longo da peça. Também servindo como outros definidores de micro-espaços para o movimento dos bailarinos, o cenário começava quase como que uma cidade feita de cubos dispostos em uma matriz ortogonal. Pouco a pouco, eles eram demolidos por mergulhos rasantes e depois retirados até que o palco ficasse completamente vazio.”
In Carlos M Teixeira, Entre, Instituto Cidades Criativas/ICC; 2009; 380p.

Mais info: Transtorna

“A Romano Guerra Editora e Nhamerica Platform lançam a série Pensamento da América Latina no dia 6 de junho de 2017, terça-feira, às 19h, no Marieta (r. Maria Paula 96, São Paulo). Na ocasião ocorre mesa redonda com a presença dos autores e mediação de Fernando Lara, seguida de seção de autógrafos e bate-papo.

“Os três primeiros livros – Arquitetura e natureza, de Abilio Guerra; Ode ao vazio, de Carlos Teixeira (Vazio S/A); e Espaço de risco, de Otavio Leonidio – serão lançados no formato impresso e e-book, com as alternativas de idiomas em português e inglês.

“Nesse mês ainda ocorre os lançamentos nas cidades do Rio de Janeiro (PUC-Rio, 14 de junho) e Belo Horizonte (Livraria Quixote, 20 de junho).

Sobre os livros
“O primeiro livro da série “Pensamento da América Latina” – Arquitetura e natureza, de Abilio Guerra – traz coletânea de textos que apontam para uma marca de nascença da cultura moderna no Brasil. Está em questão a crença (que habita textos, narrativas e falas de 1920 a 1940) em um projeto alternativo de ação moderna – onde a cultura e a natureza ocupam papeis principais –, que devido sua eficácia discursiva se metamorfoseia em características reais da arquitetura moderna brasileira.

Ode ao vazio, segundo livro da série, traz textos de Carlos Teixeira escritos entre 1999 e 2015 e previamente publicados no Vitruvius, portal arquitetura no Brasil. Essa republicação não é uma simples coletânea, mas uma organização que define uma narrativa mais coerente e articulada a textos antes isolados, dando luz a temas simples – segregação social, fragmentação espacial, urbanismo rodoviarista – e inusitados – o capim, o vazio, o avesso, as palafitas.

“Terceiro volume da série, Espaço de risco reúne textos escritos por Otavio Leonidio a partir de 2005. Até agora dispersos, os textos tratam de três temas centrais: o pensamento e ação do grande ideólogo da arquitetura moderna brasileira – Lúcio Costa; a presença na produção contemporânea da arquitetura realizada no Brasil, representada pelas obras de Angelo Bucci, Christian de Portzamparc, Álvaro Siza e Lelé; e, finalmente, a complexa relação existente entre a arte e a arquitetura contemporâneas.

Sobre a série
“A Romano Guerra Editora (São Paulo, Brasil) e a Nhamerica Platform (Austin, Estados Unidos) apresentam a série Pensamento da América Latina, coordenada por Abilio Guerra, Fernando Luiz Lara e Silvana Romano Santos, que disponibiliza em plataforma online – em português, inglês e espanhol, os três idiomas mais utilizadas na América – textos sobre a cultura arquitetônica latino-americana.”

fonte: portal Vitruvius

Sala Hipostilo
23/05/2017

Novas fotos de visitantes perambulando pela Sala Hipostilo.
Ver também Sala Hipostilo.

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Escrito por Emily Waugh, professora da Universidade de Harvard, Experimenting Landscapes (Birkhauser, 2016) é um livro dedicado ao Festival International de Metis que apresenta 20 jardins em Quebec, entre eles nosso Dead Garden II.


A Ferrovia dos Mil Dias
Carlos M Teixeira

No início dos anos 70, os militares então no poder no Brasil fizeram um estudo preliminar para a construção de uma novíssima ligação ferroviária entre Belo Horizonte, Rio e São Paulo. Os resultados do estudo foram publicados com estardalhaço pela imprensa, recebendo então o nome de Ferrovia do Aço e o apelido de “Ferrovia dos Mil Dias” já que seu prazo de execução era este.

Num total de 834 quilômetros, seus padrões técnicos eram “de primeiro mundo”: via dupla, raios de curvas de alta velocidade, rampa máxima de 1% e eletrificação. A economia crescera a taxas superiores a 10% anuais no período 1968-1974 e imaginava-se que ela manter-se-ia num crescimento acima de 8% até 1980. A demanda de transporte de minério cresceria 29,5% ao ano de 1973 a 1976, e a perspectiva dessa evolução fez com que o presidente Ernesto Geisel temesse pelo estrangulamento da oferta de transporte de minério, o que ameaçaria o abastecimento das usinas siderúrgicas do sudeste do país e o cumprimento dos compromissos assumidos com a exportação dessa matéria-prima.

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Livre referência que empregamos como estrutura do desenho “The grid: paisagem de vazios colonizadores” (ver post abaixo), “Along the river…” é um scroll de 5,25m feito pelo artista chinês Zhang Zeduan durante a dinastia Song, no século XII. Na pintura são retratadas 814 pessoas, 28 barcos, 60 animais, 30 edificações, 20 veículos, 8 liteiras e 170 árvores.

Em um revelador ensaio sobre o futuro do carro, o jornalista Henry Grabar declara que “Large numbers of streets could be decommissioned and reused as promenades, parks, and sites for housing. Most downtown parking could also become obsolete. The average car is parked 95 percent of the time, and parking spots are required, at great cost, in housing, retail, and office construction.”

“(…) The Rocky Mountain Institute, a sustainability think tank in Boulder, Colorado, argues that Automated Vehicles will quickly challenge the private ownership model. In a report released in September, RMI calculates that self-driving cars will make automated taxi service in cities as cheap, per mile, as personal vehicle ownership. Jon Walker, a manager at RMI and co-author of the report, anticipates that autonomous vehicles’ superior use of road space—optimal acceleration and spacing, for example—will unleash a wave of urban transformation. Even if the number of cars on the road doubled, he argues, traffic would still move faster.”

in How will self-driving cars change cities?, Slate Daily Magazine, 25/10/2016

Continuando estes argumentos, o estacionamento privado também vai mudar. Possivelmente menos pessoas terão carro em um futuro próximo e, portanto, as vagas de garagem precisarão ser espaços flexíveis e adaptáveis à cidade de carros compartilhados e/ou sem motorista.

Em nosso último projeto, o Edifício BsAs, projetamos um nível de estacionamento permeável, aberto e totalmente transparente em relação à calçada. A garagem se torna um jardim, um plinto, um olho urbano.

De qualquer maneira – e independentemente de qualquer exercício de futurologia -, uma garagem verde certamente é melhor que uma garagem cinza.

+info:

Misunderstandings – exposição da qual estamos participando no Le Frac Centre, Orleans, França – é, nas palavras de seus curadores, “um procedimento para definir áreas de não-conhecimento na coleção, e assim proceder à sua redefinição, sua releitura e sua reescrita.”

“Colocar uma coleção em conjunto envolve uma prática permanente de traduzir ausências. Em primeiro lugar, há as ausências intrínsecas ao próprio ato de colecionar. Colocar uma coleção em conjunto é uma questão de classificação e escolha, e como tal é um ato de externalização. Uma desterritorialização sem fim. Em seguida, uma coleção também é fragmentos. Nós retemos “sucatas” de coisas de momentos da história. A coleção esconde mais do que mostra.

“O simpósio apresentará e questionará o projeto realizado pela CAMPO para ler e reagir à coleção do Frac Centre através da seguinte grade de leitura: Medo/Estrutura, Esperança/Sistema, Nostalgia/Forma e Surpresa/Limite. Para esta construção, o vocabulário da arquitetura é como se transportado em outro lugar, como se impedido por emoções humanas.”

Misunderstandings Symposium:
The event will be in English and will take place on
March 3, 2017
At the Frac Centre Val de Loire

Mais informações: http://www.frac-centre.fr/_en/misunderstandings-846.html

Cadeira CA-50
01/03/2017

Cadeira CA-50 = 4 vergalhões (os pés) e 3 estribos que os serpenteiam.
+info: http://www.vazio.com.br/projetos/moveis/

“Herbs, vegetables, strange flowers and rogue weeds pioneer tiny cracks in the urban landscape.”
CMG Landscape Architecture

The Crack Garden, made by the Californian office CMG Landscape Architecture, was one of the works awarded in the ASLA 2009 Professional Awards, the present award of the American Society of Landscape Artists. The idea is interesting and contrasts with the other awarded proposals; most of them being conventional and/or sumptuous. Flowers, weeds and grass usually grow between the cracks of the ground in backyards and sidewalks, but here the cracks were intentionally made, reproducing at home traces of uncontrolled landscapes.
+info: http://www.cmgsite.com/