Tilandsias Oníricas é um labirinto de ferro proposto para o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, uma cidade histórica no norte de Portugal.
A proposta combina duas tradições paisagísticas. A primeira é a das plantas geometricamente manejadas — sebes barrocas e cercas vivas — aqui reinterpretadas como planos verticais sobrepostos, ora opacos, ora translúcidos, e feitos de telas metálicas nuas ou cobertas por vegetação. Esses planos se embaralham e incorporam as sebes já existentes no local como parte do desenho.
A segunda é a tradição das pérgolas de jardim. Da fusão entre ambas nasce um labirinto pergolado: espaço híbrido entre o arquitetônico e o orgânico, entre o controle do projeto e o acaso da natureza.
Sob uma pérgola metálica de 20x20cm pendem planos verticais de epífitas. A planta dominante é a da barba-de-velho (Tillandsia usneoides), planta azul-cinza, aérea e ondulante, nativa das três Américas.
O percurso convida à experiência da passagem e da descoberta — um roteiro onde arquitetura e paisagismo se confundem em jogos de opacidade e transparência. Tilandsias Oníricas é um folly contemporâneo que sobrepõe epífitas e dissolve a arquitetura na paisagem.
Fotos: João Morgado





















