Tilandsias Oníricas propõe um percurso em que o visitante atravessa um labirinto de descobertas, onde a paisagem se revela gradualmente por meio de surpresas visuais e pequenos acontecimentos cinéticos. É um folly que dissolve a arquitetura na paisagem e que convida os visitantes à experiência de uma hibridização: um jardim que funde as categorias da arquitetura e do paisagismo.
O projeto aproxima duas tradições dos jardins: as sebes geometricamente manejadas e as pérgolas. As cercas vivas são reinterpretadas como planos verticais de telas metálicas, ora opacas, ora translúcidas, que incorporam a vegetação existente ao desenho. Dessa combinação surge um labirinto pergolado, um espaço intermediário entre a precisão do projeto e o crescimento imprevisível das plantas.
Sob a estrutura metálica de vergalhões enferrujados, planos suspensos de diferentes espécies de tillandsias – uma bromélia azulada e descabelada, amante dos galhos sombreados, nativa das três Américas – criam camadas de várias densidades e transparências. Quando adulto, as paredes desse jardim serão cada vez mais volumosas, rebeldes e inesperadas. E então ele será cada vez mais paisagem e menos arquitetura.















