O Guggenheim Helsinki olha para o passado utilizando uma linguagem que aponta para o futuro. A forma do edifício é o resultado de um método de projeto em que as rampas, além de organizar os acessos às várias galerias de exposição, moldam o espaço de seus dois átrios. As rampas submetem a imagem do edifício a uma miríade de referências arquitetônicas, dissonantes e complementares ao mesmo tempo: nas fachadas norte e sul, aludem às rampas de um zigurate, uma mastaba,  um minarete — e ao próprio Museu Guggenheim de Frank Lloyd Wright. Na fachada sul, as rampas expandem o espaço do átrio principal – o local de acesso a partir do qual a geometria do museu se organiza. Essa geometria é, essencialmente, feita de uma série de rampas que se abrem de forma gradual e operam deslocamentos em uma sobreposição dinâmica de arcos, criando, assim, um edifício que se desdobra a partir de sua própria lógica, enquanto exerce uma forte presença na paisagem urbana.