O Jardim Planar foi premiado pelo Festival International des Jardins de Chaumont-sur-Loire (França) e seria construído em 2015, mas não o foi por seu custo de construção ter ficado bem acima do orçamento do Festival. O projeto explora o limiar entre o orgânico e o geométrico e está inserido na tradição de plantas geometricamente gerenciadas – sebes de jardins barrocos, labirintos manejados, cercas vivas etc. O espaço resultante está em algum lugar entre entre as determinações de um projeto arquitetônico e as vicissitudes de um projeto paisagístico.

As superfícies verticais são feitas de epífitas penduradas em uma pérgola metálica de 20x20cm. Cada plano é marcado por uma única espécie, gerando uma sequência de planos verdes com diferentes cores, texturas e volumes. A Tillandsia duratii apresenta uma superfície mais áspera e tridimensional; a Rhipsalis baccifera tem textura homogênea como uma cortina vertical; enquanto o musgo espanhol (Tillandsia usneoides) mostra volumes ondulados descabelados. Além dessas espécies, uma única parede de orquídeas azuis (Vanda coerulea) marca um contraste cromático com outros planos.