Feito a partir de um edital de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), esta proposta para Escolas Estaduais de MG busca definir uma identidade arquitetônica atrelada a uma solução modular e flexível para as novas unidades de ensino nos ciclos Fundamental e Médio do Estado.

As soluções propostas partem de blocos de programas que visam a padronização. O leque de opções de blocos permite acomodações variadas em diversos terrenos tanto morfológica quanto topograficamente. A abertura da escola para a comunidade foi tomada como um princípio básico de organização dos edifícios: os espaços comunitários (salas multi-uso, refeitório, quadra e palco, pátio coberto) foram setorizados de forma a manter uma separação física das salas de aula, concentrando-se em uma posição posterior do terreno e contando com acessos independentes.

Todos os blocos têm a luz natural regulada em função da orientação. Eles são protegidos por brises de concreto pré-moldado alinhados junto aos corredores, que assim podem amortecer a incidência solar excessiva e funcionam como área de estar. Tais brises têm também a função de prover uma linguagem arquitetônica única às Escolas, onde cada pavimento é marcado por um matiz cromático sujeito a pequenas variações tonais e que marcam o ritmo de todas as fachadas. Além disso, algumas aberturas mais largas provêm zonas de iluminação natural intensa em áreas de permanência não-prolongada, além de desenhar vãos sincopados nas fachadas que escapam da monotonia típica de projetos padronizados.

O projeto foi feito em parceria com o escritório M3 Arquitetura