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Os textos, por outro lado, seguem
estruturados em capítulos. Do Cartão-Postal exalta a
história de Belo Horizonte como a performance de um mantra
mecânico marcado por ciclos ininterruptos de construção
e destruição. As imagens antigas da cidade, em obras
e em transformação, são abordadas não
como reminiscências saudosas, mas como a própria essência
da capital. Urbana descreve o plano original desenhado em 1895 por
Aarão Reis - o planejador de Belo Horizonte -, enquanto Suburbana
se esforça para aceitar a sua "estética invertida":
a cidade disforme, ordinária e que, definitivamente, não
foi planejada por arquitetos ou urbanistas. Adorável
Mundo Novo registra as principais obras de engenharia e arquitetura
dos "anos dourados": o trabalho de arquitetos que modificaram a paisagem
comum de Belo Horizonte ,sempre
usando como fonte de inspiração o |
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I
n t r o d
u ç ã o |
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D o
C a r t ã o - P
o s t a l |
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A d o
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C
J K |
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L I B E R
D A D E, E l a é
o V a z i o |
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C O N C L U
S ã O |
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caráter
otimista do Modernismo
que já habitou a mente dos belo-horizontinos.
CJK conta a história da Torre Kubitschek, tomada aqui
como precursora da febre de condomínios verticais que
hoje assola a cidade e como exemplo máximo de edificação
indutora de transformações urbanas. Também
são enfatizados os bairros que mais têm sido transformados
por essa tipologia nos dias de hoje, sendo esse fenômeno
visto como prosseguimento da tradição
dos anticartões-postais da cidade; como um processo de
construção que, ao contrário daquele ocorrido
em décadas passadas, hoje obedece a um heroísmo
de motivações duvidosas. Liberdade, ela é
o vazio é um delírio sobre a Belo Horizonte que
ainda não podemos ver: a cidade em potencial, por se
revelar, à espera de um choque que desparalise sua inércia
atual e a faça retomar seu otimismo perdido. Fotos de
vazios, de bairros à espera de uma intervenção
radical, de áreas verdes escondidas que precisam ser
incorporadas ao tecido urbano. |
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