Em Direto (Alive) – Vazio S/A
Em Direto (Alive)
06/11/2011

Invitated by curator Paulo Miyada (assistant curator of the last Sao Paulo International Art Biennial), Vazio S/A’s Carlos Teixeira is one of the participants of  the exhibition “Em Direto” (Alive) at Oficina Oswald de Andrade, São Paulo. With works that explore time and presence, the show includes Architectural Grafts; a garden of prostheses presented as a photographic record that depicts the architect’s garden along three years, or as the trees  reacting against the prostheses with attractions and rejections – simultaneously (see vazio.com.br).

Oficina Oswald de Andrade

Rua Tres Rios 363, Bom Retiro, Sao Paulo
Mo-Sat. – 9AM-9PM
Nov 5 – Nov 26 2011

Architectural Grafts (2008-2011)

A set of sketches, drawings, texts, photographs and models show the assemblage of some furniture pieces and landscaping in the garden of the architect, all of them attached with large bolts and clamps into the trunks of trees. Some details show the trees were not only able to live with these artificial insertions but also to incorporate them to their growth as definitive prostheses. The models, though made from cut trees, are also immersed in a life cycle of their own, as fungi spread from its sap.

Paulo Miyada

Em Direto (to be translated)

Mais de uma geracão de pessoas nasceu e cresceu em um mundo marcado por transmissões ao vivo de notícias de guerra, espetáculos musicais e eventos esportivos. Ainda que a transmissão de informacões e histórias ao vivo possa decorrer de limites técnicos — como na época em que era caro e trabalhoso gravar os materiais antes de editá-los e transmiti-los —, a edicão em direto, feita enquanto as coisas acontecem, sempre possuiu valor retórico: aumentar a sensacão de realidade e o efeito de acontecimento e de notícia.

Vivemos, então, disponíveis ao que se passa ao vivo, ou em direto — como gostam de dizer os canais de comunicacão de Portugal e Franca. Em cinco minutos, uma notícia pode provocar uma queda brusca no câmbio do Euro ou do Dólar. Ao longo de uma semana, mais de trinta manchetes cruzam nossos olhos com atualizacões sobre a tragédia ou polêmica mais recente. Por meses, todos os anos, cenas de festas, almocos e cafés da manhã de pessoas confinadas em uma casa sãooferecidas como blocos de uma nova dramaturgia.

Crédulos e soterrados com a informacão atualizada instantaneamente com um toque na tela do celular, nos acostumamos a, de alguma forma, apreender sentido e formar opiniões simultaneamente ao acontecimento e à propagacão dos eventos. Por vezes sem ler efetivamente uma matéria ou editorial sequer, já pensamos entender o que acontece com o assunto das manchetes. Sem lidar com uma dramaturgia clássica, delineamos perfis psicológicos e motivacões para os personagens dos reality shows e das fofocas de celebridade cotidianas. Desconhecendo a concretude dos fatos, especulamos com os efeitos de novas notícias sobre os fluxos e ativos financeiros. A exposicão em direto reúne trabalhos de arte contemporânea que se valem de nossa capacidade de interpretacão acelerada, diante da imagem das coisas, enquanto ainda estão acontecendo.

PM

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